Craque afirma que falta de concentração custou a derrota para o Brasil na semifinal
Rio de Janeiro,
Praia de Copacabana, 11 de novembro de 2006. Um dia que o
português Madjer, melhor jogador e artilheiro das duas Copas
do Mundo de Futebol de Areia organizadas pela Fifa jamais vai
esquecer. Mas as recordações não são
boas para o cracaço luso. Naquele dia, Brasil e Portugal
disputavam a semifinal da competição. E após
estarem vencendo por 4 a 2 até o segundo período, com
três gols de Madjer, os portugueses permitiram a virada
brasileira para 7 a 4, e ficaram fora da grande final.
- Eu acho que este ano precisamos, essencialmente, entrar mais
concentrados. Ano passado, contra o Brasil, caímos no erro
de achar que o resultado já estava feito e acho que é
isto que não podemos repetir. Então, temos que estar
totalmente concentrados nos três períodos.
No Mundial que começa nesta sexta-feira, na mesma Copacabana, a seleção lusa, atual campeã euroéia, é a principal força do Grupo B, que ainda tem Espanha, Irã e Estados Unidos. Na opinião de muitos, é a chave mais complicada do torneio. Para Madjer, nem tanto.
"O meu pensamento principal é ser campeão mundial, que é o título que ainda me falta. Depois, se eu for artilheiro e melhor jogador do campeonato, tudo bem. Mas se não for, o título de campeão já é o bastante"
Madjer, jogador da seleção portuguesa
O jogador, todavia, reclama da possibilidade de Portugal e Brasil poderem se cruzar, novamente, antes da final. O confronto pode acontecer já nas quartas-de-final, caso uma das equipes se classifique em primeiro lugar de seu grupo e a outra, em segundo.
- Não penso que o nosso grupo é o mais complicado. O problema é que as coisas foram malfeitas. Nós fomos campeões europeus, então nunca poderíamos cruzar com o Brasil antes da final. Não sei por que isto aconteceu, mas agora temos que pensar em ganhar os três jogos da primeira fase. E quem quer se campeão tem que ganhar todos os jogos, e a gente está aqui para isso.
Artilharia é
pouco para o craque
Aos 30 anos, Madjer, que na verdade se chama João Vitor
Saraiva e começou a carreira jogando futebol de campo na
equipe do Estoril, soma 33 gols nos dois Mundiais reconhecidos pela
Fifa já realizados. Foi campeão em 2001, na Costa do
Sauípe, Bahia, quando a entidade ainda não organizava
a competição. Apesar de ser um dos fortes candidatos
a encabeçar a lista de goleadores do torneio pela terceira
vez consecutiva, o craque deixa claro: o que importa é
levantar a taça de campeão:
- O meu pensamento principal é ser campeão mundial,
que é o título que ainda me falta Depois, se eu for
artilheiro e melhor jogador do campeonato, tudo bem. Mas se
não for, o título de campeão já
é o bastante.
Fonte: Eduardo Orgler em GLOBOESPORTE.COM , no Rio de Janeiro








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