Sofia Peralta
(Assessora de Imprensa)
Sofia Peralta
(Assessora de Imprensa)
A
nossa Selecção Nacional de Futebol de Praia foi
eliminada do
Campeonato do Mundo.
Na arena de Copacabana, Portugal esteve a vencer por três
vezes no primeiro período, os brasileiros conseguiram nos 12
primeiros minutos virar o resultado a seu favor.
No jogo dos quartos-de-final da prova, Portugal perdeu com o Brasil
por 10-7. Madjer foi, sem sombra de dúvida, o grande
protagonista da equipa portuguesa, marcando 5 golos, tentando levar
os companheiros a acreditar na vitória.
Num jogo de alto nível competitivo e discutido até
aos últimos minutos, Madjer levantou a manga da sua camisola
e dedicou os golos ao seu filho Bernardo, cujo rosto tem tatuado no
braço.
Segundo a Federação Portuguesa de Futebol: "Portugal
também se pode queixar de alguma falta de sorte a
nível ofensivo (e da boa exibição do
guardião brasileiro) bem como de algumas decisões
controversas da parte da dupla de arbitragem."
No final da partida Madjer, desolado ajoelhou-se na arena e chorou
a derrota Lusa...choramos todos contigo.
E aqui me despeço meus amigos, a partir de hoje o Madjer
volta a escrever para vocês no seu
blogue.
AMANHÃ...
Existem momentos em que permanece dentro de nós a sensação de que o sol não se põe no horizonte, cuja cor alaranjada se espalha num mar infinito de paixões...o vento morno de uma tarde de fim de Verão não nos acaricia a alma. Existem momentos que são simplesmente poesias inacabadas porque a poesia morreu dentro de nós.
Quando tudo parece não fazer sentido fraquejamos, pensamos que o amanhã será uma perda de tempo e que tudo o que nos rodeia se opõe à aparência simples das coisas comuns. Como afirma Platão:" A verdade do imutável e o engano das coisas transitórias de que falam os sentidos inaugura uma visão dualista da realidade...". É nisso que temos de acreditar. Hoje é difícil...mas amanhã o sol nasce e põe-se outra vez.
Apesar de por vezes o tempo, traiçoeiro querer parar, sendo somente a negação do mesmo. Nada para nós será belo senão porque reflecte a nossa beleza interior, " nenhum gesto do homem é justo senão porque imita a justiça em si mesmo"..."acima de tudo Deus determina o tempo que se lê á luz do intemporal ".
Quem leu Nicholas Sparks memorizou aquela frase: " Estou aqui porque não existe outro sítio em que possa estar...fico sozinho no pontão e não me importo com o que os outros pensam quando baixo a cabeça e choro, e choro, e choro..."
Mas o tempo passa, quando damos por ele tudo foi somente uma tempestade na nossa vida. Como um mar revolto que amanhece calmo, onde o canto das gaivotas entorpece o nosso espírito que acorda com um novo alento para a vida, para as coisas mundanas do dia a dia.
Quando menos esperamos alguém nos põe a tocar um James Blunt e alguém nos diz: "You are so beautiful, it´s true". Olhamos para trás e percebemos que ficamos mais fortes, mais puros, mais dignos. Merecedores de tudo o que a vida tem para nos dar...e somos campeões outra vez!
Sofia Peralta
(Assessora de Imprensa)
A Selecção Nacional de Futebol de Praia está de luto devido à morte do pai do atleta Álvaro.
Álvaro Soares faleceu em Lisboa, aos 60 anos. O jogador viajou ontem para Lisboa para acompanhar as cerimónias fúnebres.
Álvaro representou Portugal no jogo frente aos Estados Unidos, homenageando o seu falecido pai.
Portugal agradece este gesto altruísta de enorme dignidade e coragem.
Ao jogador, à família enlutada, aos companheiros de equipa, sentidas condolências.
"Dependemos de nós", estas foram as palavras de Madjer na sua última entrevista.
Inicia-se a partida frente aos EUA, quem o conhece bem viu a determinação no seu olhar; Madjer adianta Portugal no marcador ao 1`53m de jogo.
Aos 7'09m, Bilro levantou a bola e rematou forte, de longe, fazendo o segundo golo luso.
No início do segundo período, Portugal fez o 3-0 ao 1'13m, por intermédio de Alan, após jogada de Madjer.
A partir daí, os Estados Unidos começaram a aproveitar as faltas cometidas por Portugal.
Astorga fez o 3-1 aos 4'43m. Alan ainda ampliou o resultado para Portugal, aos 5'54m.
Novamente
Astorga, marcou para os norte-americanos, aos 10'42m, colocando a
diferença em dois golos. No final do segundo
período, Barraca foi expulso.
Bilro cometeu penalti ao início do terceiro tempo.
Logo a seguir, penalti para Portugal.
A selecção dos EUA adiantou-se marcador; ao 1'55m por Nolz, aos 5'43m, por intermédio de Chimienti e aos 10'29m por Albuquerque colocando o marcador em 5-4.
No recomeço do jogo, Madjer, acreditou, rematou forte e empatou novamente.
No prolongamento de três minutos, Bilro marca nos últimos segundos e "carimbou a passagem" de Portugal para os quartos-de-final.
Conforme comentário do Seleccionador José Miguel "O Madjer está a evoluir e a qualquer momento pode dar-se o 'click' que faça esta equipa mostrar todas as potencialidades que fazem desta selecção uma das melhores da actualidade."
Num jogo impróprio para cardíacos Portugal venceu 6-5.
Esperamos que a barba por fazer de Madjer não seja promessa, caso contrário chegará à final irreconhecível...tipo Che Guevara...a ver vamos...
Força selecção!
Sofia Peralta
(Assessora de Imprensa)
Apesar da derrota frente à Espanha, Madjer continua confiante numa boa prestação de Portugal (© FIFA/Foto-net)
Após
a derrota com a Espanha, Domingo, Madjer, em
declarações ao Portal do Futebol, falou sobre as
suas expectativas, pessoais e colectivas, para o 3º Mundial de
Futebol de Praia e fez ainda uma retroespectiva global da
modalidade.
PF:
A derrota
frente à Espanha não estava nos
planos?
Madjer:
"Sabíamos à partida que estávamos perante um
adversário forte, com tradição no Futebol de
Praia. O que é facto é que aproveitaram muito bem as
oportunidades que tiveram. Não estava nos nossos planos,
porque contávamos obter o apuramento logo à segunda
jornada, ganhando confiança e tranquilidade para o resto da
prova. Não foi possível, mas continuamos a depender
somente de nós."
PF:
Neste
3º Mundial da FIFA, qual é o seu
objectivo?
Madjer: "O meu
desejo é sair daqui com a taça de campeão.
Esse é o objectivo de todos, não só o meu. Foi
com este pensamento que preparámos este mundial, desde o
estágio realizado em Portugal."
PF:
Qual é a diferença que já notou em
relação ás duas edições
anteriores?
Madjer: "As
equipas estão muito mais evoluídas. A estrutura e a
parte organizacional, com a entrada das federações,
só saiu beneficiada. Os árbitros estão mais
preparados fisica e tecnicamente. Há uma clara
evolução."
PF:
E pessoalmente, nota alguma diferença na maneira como o
veêm na modalidade, após ter sido designado por duas
vezes como o melhor jogador de Futebol de
Praia?
Madjer: "Noto
que as pessoas dão mais valor ao meu trabalho. Conhecem-me
na rua, principalmente as crianças. Isso é
ótimo, pois vêem-me como um ídolo. Tenho que
manter o mesmo nível, trabalhando com a ajuda do José
Miguel e do restante grupo. Sobre o prémio, da primeira vez
foi uma novidade. Na segunda ocasião, sabia que seria mais
difícil. Mas não me importo de trocar os dois
prémios pelo título mundial."
fonte:fpf.pt
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