"O MEU DESEJO É QUE A SELECÇÃO NACIONAL SEJA CAMPEÃ DO MUNDO"
Já foi considerado o melhor do Mundo em futebol de praia e, este ano, ganhou a Bola de Prata pela extraordinária prestação no Mundial da modalidade. Aos 30 anos, Madjer soma muitas vitórias profissionais, mas também pessoais. A verdade é que o atleta tem-se também esmerado no seu papel enquanto pai de Bernardo.

VIP - Que balanço faz, depois deste Campeonato do Mundo de Futebol de Praia?
Madjer - Este ano tínhamos como objectivo sermos campeões e não fomos. No entanto, acho que o futebol de praia está a evoluir e já não existe um fosso tão grande entre as selecções de topo e as mais fracas.
Que sensação lhe provoca o facto de saber que é o melhor do mundo em futebol de praia?
Nunca imaginei que chegasse a melhor do mundo. É um orgulho muito grande. Ao fim de 11 anos é que estou a conseguir tirar proveito do que faço.
Tem sido uma batalha fazer reconhecer em Portugal este desporto. Isso entristece-o?
O futebol de 11 é o desporto-rei e o erro das outras modalidades está em criar rivalidades desnecessárias. Todas as modalidades têm espaço para existir. A tal batalha não foi contra isso, mas contra os que diziam que o futebol de praia era um pasatempo. Quando começámos a trazer os títulos é que começaram a ver que não era uma brincadeira.
O que acha que ainda falta para que o país reconheça algumas modalidades?
O português é um povo exigente. Se há uma modalidade que ganha, a partir daí tem que ganhar sempre. As pessoas têm que acreditar mais nos atletas.
Muitos desportistas queixam-se de falta de infra-estruturas. Acha que na sua modalidade também existem lacunas?
Devemos trabalhar com o que temos e não nos lamentarmos. O clima será uma das poucas lacunas que existem no futebol de praia. Em termos de apoios para treinar estamos bem.
Quando vai chegar o dia em que Portugal conseguirá bater o Brasil na areia?
O Brasil tem um leque mais alargado de jogadores e daí terem mais qualidade. Mas isso não quer dizer que não comecem a vir mais jogadores em 2008 e não possamos entrar em pé de igualdade com o Brasil
Qual foi a maior alegria que teve no desporto?
Ter sido o melhor jogador do Mundo. O facto de termos sido campeões do Mundo (2001) foi também algo que me marcou.
E na sua vida?
O nascimento do Bernardo. Quando ele nasceu a minha vida transformou-se. Somos obrigados a amadurecer rapidamente.
Como é enquanto pai?
Sou um pai-galinha. Estou sempre atento aos movimentos dele.

Como é a vossa relação?
É uma relação muito cumplíce. Como estou separado não posso estar sempre com ele e todos os momentos são aproveitados ao máximo.
Desejos para 2008?
O meu desejo é que a Selecção Nacional seja campeã do mundo para que a modalidade leve o tal empurrão que falta.
In VIP
Texto: Cátia Matos Fotos: Bruno Peres Produção: Manuela Costa Cabelos e Maquilhagem:Agradecimentos: Loja das Meias (Amoreiras) Ana Coelho com produtos Maybelline







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